Eventos
30 Abril 2006
1º Encontro Grande Hotel de Luso/LusoClássicos 2006
Fenómeno impressionante para... repetir

Mais de duas dezenas de automóveis antigos partiram à “descoberta” da cultura, paisagens e gastronomia do Luso, através de um passeio intitulado “Encontro Grande Hotel de Luso – LusoClássicos” e que abrangeu o concelho da Mealhada e limítrofes da região bairradina.

A primeira edição do “Encontro Grande Hotel de Luso – LusoClássicos” foi um fenómeno que não parou de impressionar. O sucesso catapultou os participantes para desafios futuros, tendo inclusivamente alastrado de forma heróica a todos aqueles que, por variados motivos, não puderam marcar presença, mas que acabaram por se render ao trabalho, abnegação e processos da organização.

A iniciativa partiu do Clube LusoClássicos, fazendo eclodir na vila termal mais de duas dezenas de “D. Elviras” para dar a conhecer aos cerca de meia centena de participantes a cultura, paisagens, gastronomia e artesanato da região, divulgando todo o concelho da Mealhada.

Tratou-se de uma tentativa «para mostrar a nossa região aos participantes que vieram, não só do concelho, mas também de outras zonas do país, nomeadamente do Porto, Braga, Palmela, Ourém e Coimbra. Reunir um conjunto de viaturas diversificadas de vários pontos do país foi sem dúvida uma satisfação para nós, mas o facto de termos acolhido uma equipa espanhola, proveniente de Cárceres, é motivo de regozijo», confidenciou Diogo Ribeiro, um dos rostos do Clube LusoClássicos.

A propósito da divulgação do concelho e do Luso em particular esteve aliada a possibilidade de «observar uma retrospectiva histórica da região, bem como da evolução do automóvel em Portugal. Como há aqui na região muitas pessoas que gostam de carros antigos, pensámos fazer este encontro, com um passeio de contornos singulares, mostrando a serra do Bussaco, algumas empresas emblemáticas e, como não poderia deixar de ser, a cultura e gastronomia, como o leitão à Bairrada e o famoso espumante da Adega Campo Largo, em Paredes do Bairro», explicou Diogo Ribeiro.

Depois da concentração no Grande Hotel de Luso, “quartel-general” da “operação”, os automóveis clássicos “aceleraram” em direcção ao Museu Militar do Bussaco para o primeiro “combate” com a história da Guerra Peninsular e integrar as “fileiras” dos antepassados quando, em 1810, as tropas anglo-lusas, lideradas pelo Duque de Wellington, derrotaram o exército napoleónico.

Ao fascínio do espectro da Guerra Peninsular seguiu-se os encantos mil do Bussaco. “Despedidas” as fardas de soldado e “trajando” de novo as roupas do cidadão comum, os participantes “romperam” os percursos da luxuriante e frondosa mata. Estava dado o mote para um fim-de-semana deslumbrante e inesquecível, ao qual não faltou a prova de algumas iguarias da região.

Retemperadas as forças ao almoço, a caravana deixou o ponto de partida para ser obsequiada por escassos 13 quilómetros de passeio por entre vinhas, denunciando a beleza da Bairrada num convidativo ao relaxe em direcção à Adega Campo Largo, em Paredes do Bairro.

Depois da demorada visita guiada às modernas áreas de produção, entrar nas origens, conhecer as profundezas do portfólio da adega e da tradicional prova de vinhos, os participantes voltaram a deliciar-se com os já aclamados pratos regionais e o saboroso néctar, antes de tomarem o IC-2, em direcção à Mealhada. A sede do concelho foi o local escolhido para o início da prova cronometrada que, com a inclusão do “”road book”, teve como finalidade chegar com êxito em frente às termas do Luso.

Mal refeitos deste “exercício”, a caravana rumou ao “coração” da vila termal e, em plena Avenida Emídio Navarro, foi sujeita à segunda prova do dia: uma perícia lúdica, cujo principal desafio baseou-se em contornar vários pinos e responder a um conjunto de questões pré-estabelecidas pela organização.

Depois de um dia bastante “agitado”, os participantes dirigiram-se ao Grande Hotel de Luso para descansar, pois a noite prometia: ao jantar de gala, servido naquela unidade hoteleira, teve lugar o ponto alto do LusoClássicos, com o desfile nocturno pela principais artérias de Luso. Perante o brilho das “D. Elviras”, a população aderiu em massa e aclamou os visitantes com vigorosíssimo, ao qual não faltou uma passadeira vermelha para uma sessão fotográfica em plena rotunda da Avenida Emídio Navarro.

Sob o brilho das estrelas da noite quente, as viaturas regressaram ao ponto de partida, ficando em exposição junto à piscina do Grande Hotel de Luso, enquanto que os participantes, em traje a rigor, deram início ao baile de gala abrilhantado pelo conjunto “Yankes”, com um repertório clássico e em perfeita sintonia com os anos 70 e 80 sem fugir ao conceito da acção.

O dia seguinte ficou marcado pela visita à Cruz Alta (local mais alto da serra do Bussaco) e que serviu de aperitivo para a visita ao Palace Hotel do Bussaco. Trata-se de um edifício, expoente máximo do Neo-Manuelino, projectado no último quartel do século XIX pelo arquitecto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa, mas para o qual também colaboraram, em diferentes fases, os arquitectos Nicola Bigaglia, Manuel Joaquim Norte Júnior e José Alexandre Soares.

O seu interior encontra-se ricamente ornamentado com notáveis obras de arte dos grandes mestres portugueses da época, desde a belíssima colecção de painéis de azulejos do mestre Jorge Colaço, evocando Os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, as graciosas esculturas de António Gonçalves e de Costa Mota, as admiráveis telas de João Vaz ilustrando versos de Os Lusíadas, os frescos de António Ramalho ou as valiosíssimas pinturas de Carlos Reis, entre outras. O seu mobiliário, verdadeiro património museológico, inclui raras peças portuguesas, indo-portuguesas e chinesas, realçadas por faustosas tapeçarias.

Ainda deslumbrados com tanta riqueza, os participantes desceram ao Luso e dirigiram-se, via Avenida Emídio Navarro, para o Restaurante Espelho de Água, onde foram obsequiados por um retemperado almoço de confraternização e encerramento.

Todos, sem excepção, saíram do Luso bastante satisfeitos, sobretudo pela qualidade do encontro apresentada pela entidade organizadora. Na hora da despedida, Nelson França, aos volante de um Saab 900 Cabriolet, ficou a saber que terá de regressar ao Luso para uma estadia de um fim-de-semana no Grande Hotel de Luso alusivo ao triunfo da perícia e regularidade, enquanto que Fernando Valente (Peugeot 404 Cabriolet), foi contemplado, por sorteio, a um fim-de-semana no Palace Hotel do Bussaco.

O Clube LusoClássicos, entidade organizadora do evento, existe há pouco mais de um ano, mas soube interpretar o conceito da acção. Das inúmeras palavras elogiosas recebidas, destaca-se o espanhol de Cárceres, Luis Angel Garcia que, na companhia da sua esposa, Maria Garcia, referiu que «mão tenho nenhuma sugestão a fazer para o futuro. Vou daqui muito satisfeito, só tenho de agradecer a hospitalidade de todos, pois fomos recebidos melhor que na nossa própria “casa”. O Luso e o Bussaco é uma verdadeira delícia. Para o ano cá estarei com toda a certeza, mas terei a companhia de mais espanhóis».

Em jeito de rodapé, Diogo Ribeiro, Tony Luís e Hugo Oliveira, mentores deste evento, bastante emocionados pelo sucesso do primeiro encontro Grande Hotel de Luso / LusoClássicos, apenas tiveram “fôlego” para «agradecer todo o empenhamento revelado pelos responsáveis do Grande Hotel do Luso, que tudo fizeram para dignificar esta singular acção», bem como «a todos que, desde a primeira hora, acreditaram no nosso projecto, independentemente da nossa juventude. Um agradecimento também muito especial ao dr. Carlos Campo Largo que, para além de nos ter aberto e colocado à disposição a Adega Campo Largo, presenteou-nos a todos com uma garrafa devidamente identificativa do Encontro Grande Hotel de Luso / LusoClássicos. A todos bem haja pelo êxito que ajudaram a construir. Para o ano cá estaremos para voltar a surpreender».


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